
Um dia inteiro numa casa nota 100
Da madrugada ao apagão das sete da noite, acompanhe hora a hora de onde vem a energia de uma casa que quase não precisa da rede.
Uma casa nota 100 não parece diferente das outras. Tem geladeira, ar-condicionado, chuveiro quente, carro na garagem. A diferença está no caminho que a energia faz ao longo do dia, e na pessoa que mora nela quase nunca precisar pensar nisso.
Vamos acompanhar um dia inteiro. Uma casa no Rio com cerca de 6 kWp de painéis, uma bateria de 10 kWh, aparelhos eficientes e uma rotina que acompanha o sol. Arraste o controle e veja, hora a hora, de onde vem a energia.
Hora a hora numa casa nota 100
Exemplo ilustrativo: 6 kWp de painéis, bateria de 10 kWh e 25,9 kWh de consumo no dia.
O sol nasce. Os painéis começam a produzir e assumem a casa aos poucos.
Madrugada: a casa que dorme sozinha
Às três da manhã, quase tudo está desligado. Ficam a geladeira, o freezer, o roteador, as câmeras e o portão. A casa gasta menos de meio quilowatt, e quem segura esse consumo é a bateria, carregada com o sol da tarde anterior. A rede está ligada, mas parada. Ninguém está comprando energia.
Manhã: o sol assume o turno
O sol nasce por volta das seis. Os painéis começam devagar e, em uma ou duas horas, já dão conta da casa sozinhos. A bateria, que trabalhou a noite toda, para de descarregar. Às nove, a casa já produz mais do que gasta.
Meio-dia: sobra energia
Entre dez e duas da tarde, o telhado produz o dobro do que a casa usa. É aqui que a rotina faz diferença: a máquina de lavar, a lava-louças, a bomba de calor que esquenta a água do banho da noite e o carregador do carro funcionam nessa janela. A bateria enche. O que ainda sobra vai para a rede e vira crédito.
Numa casa nota 100, o meio-dia é a hora de trabalhar. A noite é a hora de descansar, inclusive para a rede.
Fim de tarde: a ponta que não assusta
Às seis da tarde começa o horário em que o sistema elétrico está mais apertado e a energia é mais cara. A casa comum liga tudo nessa hora. A casa nota 100 já está com a água quente, a roupa lavada e a bateria cheia. Ela atravessa a ponta usando a energia que guardou.
Sete da noite: a luz da rua cai
Marque a opção do apagão no gráfico. Às sete, a rede cai no bairro. Em frações de segundo, o inversor separa a casa da rua e a bateria assume o circuito crítico. A televisão não pisca. O vizinho manda mensagem perguntando se você também está sem luz, e você precisa olhar pela janela para responder.
Quando a rede volta, o sistema se reconecta sozinho. No dia seguinte, o sol recarrega a bateria, e a casa está pronta para outra.
O que torna essa casa possível
Nada aqui é ficção científica. Cada peça já existe e é instalada hoje:
Bomba de calor no banho, ar inverter, LED. Um consumo menor, que cabe no telhado e na bateria.
Painéis dimensionados para o consumo e as cargas grandes concentradas nas horas de sol.
A energia da tarde guardada para a noite, e o essencial protegido quando a rua apaga.
- Carga da bateria
- Quanto de energia está guardado na bateria naquele momento, em percentual da capacidade.
- Exportação
- A energia que sobra e vai para a rede, onde vira crédito para os meses seguintes.
- Modo backup
- O funcionamento do inversor híbrido quando a rede cai: a casa fica separada da rua e alimentada pelo sol e pela bateria.



